O GPS que nós vamos?

Muito embora o prazer de pegar nossa Discovery 1 para dar uma volta sem destino seja imenso, a situação mais comum é sabermos onde queremos chegar e estabelecer uma rota. Para isso o GPS é ferramenta importantíssima, diria que, praticamente indispensável para o fora de estrada. “Google maps”, “waze” ou qualquer outro navegador que dependa de conexão com a internet ou apenas de estradas para auxiliar na navegação, são inúteis nessa condição.
Lembro uma vez que estávamos no cânion Amola Faca, a neblina tomou conta de tudo, não enxergávamos nem o capô do carro, quanto mais a trilha por onde havíamos chegado até ali. Para piorar, estávamos no meio de um reflorestamento, desviando, ou seja, sem noção alguma de direção. Eu havia gravado o trajeto que nos levou até ali, e se não fosse isso, certamente não teríamos conseguido sair e teríamos passado por muitas dificuldades. Na minha opinião, ter um GPS confiável pode evitar uma quantidade enorme de problemas.

Recentemente recebemos uma tarefa. Fotografar dezenas de pontos geográficos em lugares remotíssimos. Nos forneceram apenas um arquivo de Google earth com a posição exata do que deveria ser fotografado. Sem o GPS, o trabalho que foi executado em pouca mais de 10 dias, teria levado seguramente o triplo do tempo.

A solução mais famosa e profissional são os GPS da marca Garmin. Robustos, confiáveis e adorados pelos seus usuários. Fama justificada pelo uso profissional, seja no ar, mar e terra. É o líder absoluto em aplicações dedicadas. Mas não é de nenhum de seus diversos modelos para os mais diversos bolsos que tem chamado minha atenção (embora o “montana” ou “monterra” estejam na minha lista de desejos).

Quero apresentar a solução que usamos, totalmente baseada em aparelhos Android, ou seja, qualquer tablet ou celular com dispositivo de localização GPS ou Glonass (de preferência os dois) servirá como um poderoso navegador off road, permitindo planejar, executar e gravar as rotas, pontos de interesse (waypoins) e o melhor, carregar diferentes tipos de mapas, desde as visões de satélite até mapas topográficos, sem depender de sinal de celular, ou seja, os mapas (sim pode ter vários) funcionam “off line”.

Qual o nome desse aplicativo? Orux maps. Na verdade ele não é o único, por um tempo usei o “Back country navigator” mais simples e muito amigável, mas o Orux, caiu na minha preferência por ser totalmente gratuito e incorporar todos elementos de um aparelho profissional. Resultado? Naquela minha lista de desejos, em primeiro lugar está um tablet com uma tela maior e melhor junto com um bom suporte para rodar o Orux enquanto andamos por aí.

Screenshot_2015-12-09-14-45-05-e1449932318696 O GPS que nós vamos?
Visão do Orux com uma rota carregada sobre um mapa topográfico.

O fluxo de trabalho é o seguinte: Quando estamos estudando uma região, temos a etapa de planejamentom de rotas, essa fazemos no google earth. Pesquisados os locais e possíveis rotas, transforma-se tudo num arquivo KML para abrir no Orux. Já dentro do Orux, se determina a área que será percorrida e o melhor mapa (normalmente uma visão de satélite ou um topográfico) e descarregamos. Pronto! Lá estão os mapas e rotas para seguir. Estando na rota, coloco a gravar para caso eu desviar, saber retornar.

Screenshot_2015-12-09-20-54-59-e1449789946706 O GPS que nós vamos?
O Orux possui ferramentas completas para navegação

O Orux não é muito amigável, demoramos um pouco a nos adaptar. Nosso uso também não exige todas as funções que ele oferece, até porque elas são verdadeiramente impressionantes, mas depois de acostumados, fica realmente muito fácil navegar.

Num próximo momento podemos nos aprofundar nessa ferramenta.


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André

Publicitário, dedicou-se a produção audiovisual. Cinegrafista, editor e fotógrafo, encontrou no timelapse sua arte.
Vive o paradoxo de ser aficionado por tecnologia e lugares isolados.

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